quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bate-Papo #7 - Uma Carta Aberta a Quem Quiser Ler: Desabafos e Divagações Sobre Mim, a Vida e Minha Cabeça Doida

Oi gente...
Tudo bem com vocês?
Espero que sim ^^

Bom, o post de hoje será um pouquinho diferente. Na verdade eu nem sei bem por onde começar. Mas vai ser mais um desabafo mesmo.

De vez em quando eu meio que sumo do blog, de algumas redes sociais, da vida social... rs
E por isso tô fazendo esse texto. Pra contar pra vocês como eu me sinto. Não é querer dar explicação nem satisfação de nada. É mais como uma carta aberta a quem me segue e quem me conhece pra entenderem e me conhecerem um pouquinho mais. É o tipo de coisa que ninguém é obrigado, só faz se quiser mesmo, portanto já aviso aqui de uma vez que se não tem interesse em me conhecer, saber um pouco de mim e do que passa pela minha cabeça, já pode parar de ler por aqui mesmo, ok!? Sem mágoas ou ressentimentos... rs

Enfim, eu não sei bem como começar, então vou começar com esse print que eu dei de um post que eu vi no face outro dia e que senti descrever momentos meus.


Eu não gosto de brincar com coisas desse tipo. Sei bem que depressão é uma doença muito séria e que precisa de muito cuidado. Não estou aqui pra falar que tenho depressão porque ultimamente está cool ser depressiva. Não mesmo. Eu acredito não ter depressão, aliás. E também acredito que minha ansiedade não esteja num nível a ser considerada uma doença, mesmo eu sendo muito ansiosa e isso me atrapalhando algumas vezes. Mas enfim, compartilhei essa imagem não porque eu acho ter depressão, mas porque esse sentimento que a moça descreve no texto é muito próximo do que eu sinto muitas vezes. E esse é o motivo de às vezes eu sumir de algumas lugares, reais ou virtuais. Principalmente aqui do blog.

Quando eu criei o blog eu andava numa fase muitooo bad da vida. Eu simplesmente não tinha vontade de fazer nada. Eu agia no modo automático, essa é a verdade. Só vinha trabalhar porque eu realmente precisava do dinheiro no final do mês. Mas eu não tinha vontade sequer de levantar da cama pra nada. Todo tempo que eu tinha livre eu queria estar dormindo. Como se aquilo fosse me aliviar da chatice/tédio/monotonisse/sacrifício/obrigação de estar viva. Então fiz o blog como uma distração, um passatempo que me fizesse reagir de alguma forma. E fui gostando muito desse espaço. De escrever por aqui. De acompanhar os blogs que comecei a seguir a partir de então. De conhecer pessoas novas. E no começo funcionou bem, sabe. Mas aquela sensação bad de antes não me abandonava. Eu sentia que ela estava apenas adormecida. Só que às vezes ela acordava com tudo. E quando isso acontecia era com se eu carregasse um peso de uma tonelada nas costas. Eu estava extremamente cansada emocionalmente e psicologicamente... e daí o sumiço...

Infelizmente, eu sou uma pessoa muito sensitiva. Sensitiva no sentido de, por exemplo, estar num trabalho que eu não gosto, mas preciso e aquilo ficar me atazanando diariamente. Muitas vezes eu me sinto como se tivesse um relógio em cima da minha cabeça dizendo "tic, tac, tic, tac, seu tempo tá passando... você não está indo a lugar nenhum... enquanto você está aí no seu trabalho que você não gosta, a vida tá correndo lá fora e você ficando velha. Daqui a pouco será tarde de mais pra correr atrás do que realmente gosta. Daqui a pouco será tarde de mais pra qualquer coisa. Hellooo!? Tem alguém aí?". E essa sensação é horrível sabe!? Me sinto presa, paralisada, entorpecida. Porque a verdade é que eu nunca sei o que fazer.

Cruelmente, somos induzidos a viver de acordo com um sistema que quer escravos para as grandes corporações. E, consequentemente, nos ensina a ter medo de ousar e sair daquele empreguinho medíocre, porque precisam da nossa mão-de-obra escrava barata pra poderem continuar ganhando mais e mais. Sem falar que um povo enjaulado não tem tempo pra pensar e se rebelar contra o sistema. Continuam sendo marionetes de algo que sequer imaginam. Claro, existem as exceções, os que conseguem se soltar dessas cordinhas astuciosamente amarradas em nossos braços e pernas e cabeça para tornarem a própria vida melhor, mas isso não é fácil, sabe porque? Porque é tudo sistematicamente planejado para que, apesar das exceções, tudo continue igual.

"Se você sair do emprego você não vai ter dinheiro" eles falam. "Você precisa de dinheiro para pagar suas contas" eles falam. "Você precisa de dinheiro para ajudar sua família" eles falam. "Sem dinheiro você não pode fazer nem as coisas que você gosta" eles falam. E continuam falando essas coisas o tempo inteiro. Não diretamente na sua cara. Algumas vezes sim, mas normalmente é mais sutil. Uma ideia empregada na sua cabeça aos poucos. Para você achar que aquilo é normal. A vida girar apenas em torno do dinheiro é normal. Mas não deveria ser, né!? Porque temos que pagar até pela água que consumimos se a natureza nos dá ela de graça? Porque as pessoas acham que são donas do que a natureza nos dá de graça? Sinceramente, não dá nem pra entender. É muita presunção...

Mas enfim, já comecei a desviar até o foco do meu desabafo, olhem só. Divagar sobre a gente é assim mesmo né. Somos pequenos universos. Complexos e, muitas vezes, ininteligíveis...

Mas como eu tava falando, sou sensitiva nesse sentido. Das coisas ficarem me atazanando a cabeça o tempo inteiro e isso acabar me paralisando em todos os sentidos. É como se eu fizesse muitas coisas pra sair do lugar e finalmente poder chegar onde quero, mas no final das contas o que eu fizesse de nada adiantasse. Aliás, é como se piorasse a situação e eu apenas ficasse cada vez mais presa e andando pra trás. E pra piorar, sabe o que acontece? Muitas vezes eu nem mesmo sei onde eu quero chegar. Então o que eu posso fazer pra sair do lugar? A única coisa que eu sempre sei é que do jeito que tá, não tá bom. Nunca tá bom...

Todas as vezes que eu tenho essas crises (existenciais?) eu sempre penso uma coisa, como eu gostaria de ser que nem a maioria das pessoas. Que continuam sendo engrenagens de um sistema falido sem nem perceberem. Sem nem questionarem nada. Apenas aceitando tudo do jeito que é e se conformando com aquilo. Mas bem já dizia Einstein por aí, "Quando uma mente se abre a novas ideias ela jamais retorna ao seu tamanho original". E assim é pra tudo na vida. A partir do momento que você passa a questionar as coisas essa tendência só vai crescendo e você nunca mais volta a ver as coisas com os mesmos olhos. O mundo corrompe a gente o tempo inteiro. Ele acaba com nossa pureza, com nossa vitalidade, com nossa vida, literalmente...

Olha só, mais uma dessas imagenzinhas que descrevem esse sentimento que tô tentando explicar nesse post que já tá virando testamento... rs

Enfim, não irei me prolongar muito mais. Resumindo tudo, eu sumo dos lugares, principalmente do blog, porque me sinto travada o tempo inteiro por "ser obrigada" a fazer coisas que eu não gosto. Isso me deixa aflita, triste, paralisada. Só pra vocês terem uma ideia, comecei esse post, travei, depois de alguns dias estou aqui novamente pra tentar terminar. Eu me sinto desmotivada a estar aqui, mesmo com pessoas lindas me visitando. Me sinto desmotivada a fazer qualquer coisa. Como se nada fizesse sentido. Pra quê tudo isso se eu vou morrer qualquer dia desses mesmo? Ao mesmo tempo que vem na cabeça aquele pensamento "E daí que vai morrer um dia, pelo menos aproveite ao máximo enquanto tá nesse plano". E tudo isso misturado com aquela sensação de estar carregando um peso e querer chorar do nada enquanto tá viajando na maionese. Enfim, chega né. Daqui a pouco eu só confundo vocês mais. Desculpem pelo desabafo. Mas me fez bem. Me aliviou. Um pouquinho.


Beijos e até o próximo post! ;***



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